domingo, 22 de janeiro de 2012

Eike Batista diz ao ‘NYT’ que se inspira nele mesmo para ter sucesso

"Quero ajudar uma geração inteira de brasileiros
a ter mais orgulho" Eike Batista
Considerado o homem mais rico da América do Sul, com uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 30 bilhões (R$ 52,8 bilhões), o empresário Eike Batista, 55, disse em entrevista ao jornal americano “New York Times”, que circula neste domingo (22), que busca em sua própria história a inspiração para o sucesso e que quer ajudar uma “geração inteira de brasileiros” a ter mais orgulho.

Falando ao correspondente do jornal americano no Brasil a partir da sede da EBX, holding que mantém diversas subsidiárias nos mais diferentes segmentos de atuação, o bilionário reiterou que seu “cavalo de corrida é o Brasil” e que o país tem agora o mesmo nível de riqueza que os EUA detinham na virada do século.

Sobre sua ascensão não só como empresário, mas como celebridade, Batista diz que grande parte da população nunca ouvira falar em seu nome há cerca de 12 anos. “Os brasileiros acham que eu surgi do nada no ano 2000″.

Poucos sabem que ele abandonou a universidade que cursava na Alemanha Ocidental para se aventurar na Amazônia, quando ainda tinha menos de 30 anos, buscando criar uma máquina para processar ouro sem a ajuda manual de mineiros.

De fato, para a maioria dos brasileiros, o empresário tornou-se conhecido quando se casou com Luma de Oliveira –e suas célebres gargantilhas que levavam o nome do marido– de quem mais tarde se divorciou.
No mundo empresarial, Batista já foi alvo de críticas por suas estratégias para angariar investimentos.
“Eles acham que ele vende muitos sonhos e pouca realidade”, disse ao “New York Times” Olavo Monteiro de Carvalho, ex-sócio de Eike nos negócios de mineração na Amazônia.

Mas o dono da EBX, que convenceu investidores a alocarem mais de US$ 24 bilhões em suas empresas nos setores de mineração, petróleo, logística, geração de energia e construção civil, teve no início deste ano a oportunidade de mostrar a seriedade de seus negócios.

Isso porque a OGX, a divisão petrolífera do grupo, deve começar a explorar a partir de suas jazidas de 10 bilhões de barris descobertas recentemente.

Já o braço de logística deve abrir um “superporto” de US$ 2 bilhões no ano que vem. Estima-se que o terminal seja a “versão latino-americana” de Roterdã, na Holanda.

Quanto à maneira com que é visto pelo Brasil, Eike também não demonstra hesitação.
“Quero ajudar uma geração inteira de brasileiros a ter orgulho. Eu sou rico, sim. Eu construí tudo sozinho. Não roubei (..)”.


(Com informações da Folha)

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